É preciso esperar a catarata "madurar" para operar?
Provavelmente você já ouviu algum parente mais velho dizer: "Fui ao oftalmologista, mas ele disse que a catarata ainda está verde, preciso esperar madurar". Este é, disparado, o maior mito da oftalmologia atual.
Se você tem visão embaçada e foi diagnosticado com catarata, adiar a cirurgia não é apenas desnecessário — pode ser perigoso para a saúde dos seus olhos.
De onde surgiu o mito da catarata "madura"?
Há algumas décadas, a técnica cirúrgica era muito diferente. O médico precisava fazer um corte grande no olho e retirar a catarata inteira, de uma só vez. Para isso, a catarata precisava estar rígida (dura como uma pedra), ou seja, "madura", para não se despedaçar durante a remoção. Além disso, o paciente passava semanas em repouso absoluto com pontos no olho.
Como é hoje: A Facoemulsificação
Com a tecnologia atual (Facoemulsificação), a cirurgia é feita através de uma micro-incisão de cerca de 2 milímetros. Um equipamento de ultrassom moderno dissolve e aspira a catarata lá dentro. E o que acontece se você esperar a catarata "madurar"?
O perigo de esperar demais
Quanto mais "madura" a catarata fica, mais dura e espessa ela se torna. Isso exige que o cirurgião use muito mais energia de ultrassom para quebrá-la durante a cirurgia, o que aumenta o risco de inchaço na córnea e torna a recuperação visual no pós-operatório muito mais lenta.
Então, qual é a hora certa?
A resposta médica moderna é simples: A hora de operar é quando a catarata começa a atrapalhar a sua qualidade de vida. Se você não consegue ler confortavelmente, evita dirigir à noite na chuva por causa do ofuscamento, ou percebe as cores opacas, já passou da hora de realizar a cirurgia.
Perguntas Frequentes
Qual é a hora certa de operar a catarata?
O momento ideal é quando a catarata começa a atrapalhar a sua qualidade de vida e atividades diárias (como ler, dirigir ou ver TV), mesmo com o uso de óculos atualizados.
É perigoso esperar a catarata madurar?
Sim. Uma catarata "madura" (muito endurecida) torna a cirurgia mais complexa, exige mais energia do ultrassom para ser quebrada e aumenta o risco de complicações, além de tornar a recuperação mais lenta.